Osteopatia: Ciência, Filosofia e Arte.
- Detalhes
- Escrito por Dr. Leonardo Mendonça
A Osteopatia começou com as observações do médico Dr. Adrew Taylor Still, sobre o funcionamento do corpo humano e das possibilidades de autocura deste complicado sistema fisiológico - o organismo humano -, quando devidamente “estimulado”. Por volta de 1870, o Dr. Still publica suas descobertas e, em 1892, funda The American School of Osteopaty, em Kirksville(EUA). Essa Ciência revolucionária nasce em uma época conturbada, quando a medicina tradicional estava sendo contestada e estava à procura de regulamentação. Desde então, a Osteopatia segue agregando valores diagnósticos e de tratamento junto à medicina tradicional. Na Europa, principalmente na Inglaterra e na França, ela é difundida com expressão e tem nos estudos do inglês G. W. Sutherland uma concepção global do tratamento dos distúrbios do corpo humano. Sutherland se destaca no tratamento craniano e no uso de técnicas ligamentos-fascias.
A palavra homeostasia é usada pelos fisiologistas para significar manutenção das condições constantes, ou estáticas do meio interno. Em essência, todos os órgãos e tecidos do corpo exercem funções que ajudam a manter essas condições constantes. Segundo GUYTON, Arthur C., Tratado de Fisiologia Médica, homeostasia é igual a “auto-regulação”, igual a “auto-reparação”, igual a “auto-cura”, igual ao mecanismo de “desintoxicação e reconstrução” natural do próprio organismo humano. Nosso organismo, assim como todo universo, precisa estar constantemente em equilíbrio, ou seja, tudo tem de funcionar de forma homeostática. Este é um do pilares do tratamento osteopático.
Sob o ponto de vista da Filosofia, a Osteopatia tem uma forma de tratar o corpo humano que resgata as palavras de antigos médicos e filósofos. Entende-se por isso que o organismo humano precisa estar constantemente em equilíbrio, segundo as leis da natureza. Leopoldo Busquet, osteopata e criador do método das cadeias fisiológicas, acrescenta mais uma lei: a do conforto. O esquema de funcionamento sendo fisiológico é certamente confortável.
Mas onde está a Arte de tudo isso? Na interação paciente-terapeuta, no convite ao corpo de se autocurar, na descoberta fundamental da causa do desequilíbrio, no interesse supremo em entender o porquê dos sintomas e não se ater somente às suas consequências, no toque e na energia transmitida ao seu paciente.
Patrícia M. Davies, renomada fisioterapeuta, especialista na área de reabilitação neurológica, diz: “Olhar o mundo não é o bastante. Ouvir o mundo, novamente o mundo não será mudado. Entretanto, o mundo não pode ser tocado sem algumas transformações”.